
Centro Educacional Unificado (escola modelo) da Vila Santo Antonio, em Ferraz de Vasconcelos, há quatro anos do início da obra e nenhum prazo realistas de conclusão
A região do Alto-Tietê conta como tradição não só o caudilhismo político de algumas figuras muito conhecidas, mas também o anúncio de obras que nunca são realizadas ou até aquelas que quase nunca terminam, fazem parte das velhas práticas locais. Na ânsia de agradar eleitores, prefeitos anunciam idéias que não se concretizam e obras que demoram vários anos e até ficam paralizadas, deixando a população sem poder usurfruir dos serviços públicos prometidos.
Obras de combate às enchentes na área central de Poá, com piscinões e até a duplicação do Córrego Itaim foram divulgadas como certas, porém ainda nada aconteceu e as enchentes na próxima temportada de chuvas ocorrerão, inevitavelmente. Em Ferraz de Vasconcelos o enorme prédio (CEU) que se encontra com as obras aparentemente paralizadas, recebeu pintura nova, que segundo moradores, é “para dar a impressão que a prefeitura está trabalhando”.
Área central de Poá com ocupação irregular nas margens do Córrego Itaim. Estrangulamento com redução da vasão e as consequentes enchentes
Mesmo o anúncio da conquista de R$ 44 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal) pela prefeitura de Poá para a realização de obras contra enchentes, não está tranquilizando a população, pois qualquer obra desse porte pode levar anos para ser concluída e até lá os estragos produzidos pelas enchentes continuarão ocorrendo.
Passados quase três anos da administração Testinha a situação somente se agravou. Apenas obras de emergência foram realizadas enquanto anúncios de projetos eram divulgados.
Com a crescente urbanização que provoca a impermeabilização do solo e o aumento do volume das águas pluviais, a situação no início de 2011 deverá ser mais caótica que o presente ano. Analistas ouvidos disseram que as obras de combate a enchentes deveriam ser concluídas até dezembro, porém até agora nada foi feito concretamente.
A omissão e inoperância da prefeitura poaense é facilmente percebida em simples conversa com comerciantes da área central, pois muitos tiveram enorme prejuízos com as enchentes ocorridas “no coração da cidade”, conforme comentários.
A postura do prefeito Testinha, segundo moradores ouvidos, se limitava a culpar as administrações anteriores, e que a prefeitura não dispunha de recursos para as obras necessárias.

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