quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Nova sonda russa logo revelará se americanos na verdade foram à Lua

Astronauta Buzz Aldrin anda pela superfície lunar durante a 11 missão Apollo
© NASA. CIÊNCIA E TECNOLOGIA 

Vitaly Egorov, popularizador do espaço e promotor do projeto da primeira sonda “popular” da Lua, contou a agência RIA Novosti sobre o término da elaboração do projeto, explicou no seu blog as mudanças na data de lançamento da sonda e falou dos planos de a enviar à Lua.

"Ainda não marcamos a data certa do lançamento, nem escolhemos o tipo de foguete que poderá lançar nossa sonda. <…> Contamos com que a máquina esteja preparada para lançamento até 2019, embora já agora seja evidente que está havendo algum atraso. Por enquanto, é tudo um projeto voluntário e os engenheiros que dele participam o fazem no tempo livre do trabalho e da família, que é, claro, muito limitado", afirmou Egorov.

Primeiro passo em direção à Lua 

Em outubro do ano passado o conhecido blogueiro e entusiasta da exploração espacial Vitaly Egorov anunciou o lançamento da campanha de financiamento coletivo visando construir um microssatélite que fosse enviado à Lua para obter imagens de alta qualidade da sua superfície, inclusive dos lugares onde pousaram as expedições do programa Apollo.

O projeto atraiu uma atenção inédita do público, levando Egorov e sua equipe a recolherem mais de um milhão de rublos em três dias.

Em meados de maio, se deu um encontro entre os engenheiros da sonda, durante o qual Egorov e seus colegas aprovaram um projeto prévio sobre o aspeto exterior e medidas do satélite, o equipamento a ser instalado.

O documento com os requisitos do satélite a construir, segundo os engenheiros, deverá estar pronto até o Outono deste ano, mesmo que as dificuldades ligadas ao caráter voluntário do projeto tenham causado alguns atrasos.

Hoje (7) os engenheiros apresentaram o documento oficial, de acordo com o qual a sonda será construída. Este documento, segundo explica o engenheiro, ajudará sua equipe a elaborar o projeto preliminar, ou seja, uma descrição detalhada da astronave.

De acordo com Egorov, o projeto preliminar já está 70% pronto e os participantes esperam que ele esteja terminado até o Ano Novo.

Segundo as estimativas dos peritos que preparam o documento, o preço de custo da sonda será superior a 10 milhões de dólares, porém, Egorov acredita que o valor final pode ultrapassar este valor e atingir até 20 milhões. Por outro lado, o próprio engenheiro diz que o projeto já suscitou a atenção de potenciais investidores.

"Ao longo do último ano realizamos vários encontros com empresários russos e verificamos que há interesse neste projeto, primeiramente, por causa daas perspectivas comerciais. Ao mesmo tempo ficou evidente que nenhum patrocinador seria capaz de garantir sozinho a realização do projeto já que é caro demais", frisou Egorov.

Egorov ressaltou que patrocinadores também poderão tomar parte da escolha do nome para a sonda, que, por enquanto, foi designada informalmente de "Pequeno aparelho espacial de sondagem lunar à distância".

Odisseia lunar

Alguns elementos da sonda lunar russa não foram modificados desde maio. Em particular, segundo estava previsto, ela vai ser equipada com um motor de foguete ‘comum' russo. Além disso, os engenheiros continuam planejando usar um telescópio ótico bastante potente, bem como uma câmara para obter fotos de alta qualidade (superior à da sonda da NASA, LRO) da superfície lunar.

Cada pixel nas imagens do satélite ‘popular' russo corresponderá a apenas 25 centímetros da superfície lunar, mesmo caso sonda esteja bastante afastada do satélite da Terra. Tal qualidade ultrapasse a da sonda LRO e permitirá observar todos os vestígios da expedição Apollo na superfície do corpo celeste. Se as fotos forem tiradas de órbitas ainda mais próximas da Lua, terão ainda maior qualidade. 

No entanto, também há alterações do projeto inicial — por exemplo, dos 160 kg previstos de início, o satélite passará a pesar apenas 100. Isto será possível graças ao fato de a instalação de rádio consumir menos energia e aquecer menos do que estimavam os engenheiros, o que permitirá reduzir o tamanho dos painéis solares e o peso dos sistemas de arrefecimento.

Segundo comunicou Egorov, serão usados componentes tanto russos como estrangeiros, sendo que as sanções não devem influir no acesso a tais dispositivos.

Além disso, para hoje são considerados dois modos de enviar a sonda para perto da Lua — através da sua instalação em órbita geoestacionária ou na chamada órbita de travessia para a Lua. Ambas as variantes exigem apoio financeiro tanto do Estado, como das agências espaciais estrangeiras.

Quando a sonda "popular" atingir a órbita da Lua, ela começará a circular em torno do nosso satélite, podendo permanecer lá bastante tempo sem gastar grandes quantidades de combustível. Esta órbita será próxima à órbita polar — deste modo, a sonda voará sobre o Polo Norte e o Polo Sul, não com um ângulo de 84-85 graus, mas sim de 90 graus.

Isto dificultará de algum modo o processo de fotografar os polos, mas prorrogará a vida da sonda. Segundo disse Egorov, os membros da equipe esperam que a sonda fique em órbita da Lua por um ano ou até mais.

Sputnik News Brasil

A repressão da PM no RJ e a invasão da Igreja de São José



Por Aurélio Junior

Na história brasileira ocorreram períodos de extrema repressão, desde Arthur Bernardes, passando por GV/Filinto Müller, culminando na mais recente, a fase agressiva da Ditadura Civil - Militar após o AI-5.

Mas não recordo, não li, nem tenho referências - mesmo no "Brasil Nunca Mais " - de uma invasão a um templo religioso por parte de policiais, uma ação que ocorreu hoje no Rio de Janeiro, quando PMs invadiram a Igreja de São José, para montar em suas sacadas, pontos de ataque a manifestantes, em sua maioria colegas, servidores publicos estaduais como eles.

A pífia justificativa da PMRJ, sobre a utilização da Igreja de São José, a de proteger suas instalações e entorno - quebrando vidros, detonando sacadas de um bem tombado pelo IPHAN - alem de ridicula é estapafúrdia, era melhor não escrever ( a PM manifestou-se pelo twitter, sem "assinatura" ) nada.

Pode para a maioria das pessoas, tal fato ser considerado um incidente isolado, mas não foi, mas de extrema gravidade, que mostrou sérios problemas, o 1o direto relativo ao comando - é basico, forças do estado não se utilizam de templos religiosos como pontos táticos, só em certos casos, como pontos de recon/comunicações

Foi um sintoma de uma tropa a beira de descontrole - " sangue nozóio ", " detonando o barato " , "chutando na fé a bagaça ", " correndo a fita " , "descascando rapido na atitude " - e porque destas "considerações" ? desta neura ?

É até simples : Eles também não estão recebendo, estão raivosos, querem acabar rápido qualquer situação, mesmo que "na maldade ", o respeito a hierarquia - o cimento de qualquer instituição armada pelo Estado - , aos procedimentos operacionais acabam, são relegados a 3o plano, quando vc. não recebe seu salario, a "tropa" vira um "bando", se descontrola, faz merda, a "autoridade sobe para cabeça".

Ultimamante já li neste sitio, várias postagens/comentários sobre uma possivel interferência das FFAA, com referência a esta atual situação do País, as quais sempre classifiquei como delirantes, continuo achando o mesmo, pois o problema que tem mais possibilidade de insurgências, encontram-se nas Forças Estaduais, que somadas são muito mais poderosas, no caso de confrontações urbanas, que as FFAA federais, e caso Estados não as paguem, com certeza o "bicho vai pegar".


Aurélio Júnior
Jornal GGN

Reforma da Previdência desagrada centrais sindicais próximas a Temer

Abertas ao diálogo com o peemedebista, Força e UGT rejeitam projeto, mas confiam que Congresso revisará regras. CUT critica postura do governo

Rovena Rosa / Agência Brasil

As centrais se opõem à nova idade mínima e querem regras menos rígidas para as mulheres

Apresentada pelo governo nesta terça-feira 6, a proposta de reforma da Previdênciaincomodou as três principais centrais do País, inclusive a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), que mantêm postura de diálogo com Michel Temer.

Segundo João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, a proposta atual "não passa no Congresso". Ricardo Patah, presidente da UGT, afirma que a entidade está "contrariada" com as novas regras. Aliado de Temer, o deputado Paulinho da Força também criticou a proposta. "Não temos nenhuma condição de aceitar isso."

As lideranças confiam, porém, que o Legislativo será pressionado pela sociedade a modificar o projeto. Em reunião na segunda-feira 5, Temer sugeriu às centrais o debate de eventuais alterações no Congresso, "contanto que não mexam em propostas essenciais", segundo relata Juruna, presente à reunião.

Ao contrário das lideranças da Força e da UGT, Vagner Freitas, presidente da CUT, maior organização sindical do País, não reconhece a disposição de Temer para o diálogo. Segundo ele, a CUT não compareceu à reunião com Temer e as centrais por entender que o encontro foi organizado de "forma desrespeitosa".

"Ele não chamou as lideranças para buscar alternativas para melhorar o texto, apenas para comunicar sua decisão. ” Freitas é enfático nas críticas à proposta. "Somos totalmente contrários ao projeto e discordamos dele em todos os pontos."

Próximas ou não de Temer, as centrais rejeitam várias das novas regras, entre elas a idade mínima de 65 anos, considerada muito alta, a ausência de um modelo menos rígido para as mulheres, que costumam receber salários menores e enfrentar jornadas duplas, e a imposição das mudanças aos trabalhadores na ativa.

O critério etário escolhido para estabelecer quem será atingido pelo novo modelo também incomoda. Segundo a proposta, um homem com 49 anos e 11 meses seria obrigado a trabalhar até os 65 anos para ter acesso à Previdência, enquanto outro com pouco mais de 50 anos seria incluído em uma regra de transição e permaneceria na ativa por 50% do tempo restante ao que faltava para se aposentar.

Presente à reunião, Juruna afirma que Temer sugeriu às centrais debater mudanças com o próprio Congresso, mas adiantou que a Força não concorda com a versão atual do projeto. “Da forma como está, essa reforma não passa no Congresso e nem será aceita pelo conjunto dos trabalhadores”, afirma. “O próprio Temer previu que o Legislativo pode alterar certas regras, contanto que não mexa em propostas essenciais. ”

Ao lado de outras centrais, entre elas a CUT, Juruna reuniu-se com o deputado André Moura (PSC), líder do governo, nesta terça-feira 6 com o objetivo de garantir “ o máximo de debate” com os parlamentares. “Moura nos passou que quer estender a discussão até o final do primeiro semestre. ”

O sindicalista defende a revisão da idade mínima anunciada. “Se compararmos com outros países, ela não parece ser exagerada, mas no Brasil, onde grande parte dos trabalhadores ingressa muito cedo no mercado, ela é excessiva.”

A UGT reuniu-se com Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, também nesta terça-feira 6. Segundo Patah, Meirelles apenas detalhou um pouco melhor a proposta apresentada por Temer e se mostrou aberto ao diálogo. "O governo prevê que o projeto seja modificado no Congresso".

Embora ressalte que a disposição da equipe de Temer para o debate é "positiva", Patah afirma que a UGT está "contrariada" com a atual proposta. "Na Europa, a idade média do trabalhador que ingressa no mercado é de mais de 24 anos, no Brasil é de 16.".

Para o líder sindical da UGT, as regras não deveriam ser aplicadas aos trabalhadores na ativa. "A expectativa de vida de quem começa a trabalhar hoje pode chegar a 90 anos, bem maior de quem está atualmente no mercado. Se apenas os novos trabalhadores fossem afetados, ao menos eles conheceriam e se preparariam para o novo modelo."

O governo não quis debater, apenas comunicar sua decisão, diz Freitas, da CUT (Foto: Dino Santos / CUT)

O presidente da CUT reforça as críticas à idade mínima. “É um absurdo desconhecer que o início da vida profissional de muitos começa com 14, 15 anos.”, afirma. “Para eles terem direito à aposentadoria integral, terão de ter 65 anos e quase 50 anos de contribuição. Com quantos anos terão de entrar no mercado? ”

Freitas critica ainda a falta de uma diferenciação entre homens e mulheres na proposta. “Elas costumam ganhar salários menores para desempenhar a mesma função, sofrem mais preconceito para obterem promoções, além de culturalmente estarem mais submetidas à jornada dupla, às vezes tripla.”

O presidente da CUT também dispara contra a nova regra que impõe contribuição aos trabalhadores rurais para se aposentarem. “A Previdência tem a função de manter a mão-de-obra no campo. Se assim for feito, não vai ter mais produção de alimentos no Brasil. A não ser que achem possível ao agronegócio cuidar de tudo. Talvez tenhamos que comer apenas soja daqui para frente. ”

Apesar das críticas à proposta, Juruna diz que o momento é de debater as mudanças com parlamentares e preparar mobilizações. “Se o governo está ou não disposto a negociar, não cabe a nós avaliar. Neste caso, não vale discutir se Temer é legítimo ou ilegítimo. Dilma também propunha uma Reforma da Previdência. Creio que temos de focar em discutir a proposta no Legislativo. ”

Patah está confiante de que a projeto atual será modificado. "Ao contrário da PEC 241, que limita o aumento dos gastos públicos, prevejo uma enorme comoção nacional em relação à Previdência. Haverá pressão de milhões de brasileiros."

A PEC da Previdência

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 248 apresentada por Temer exige que o trabalhador, seja homem ou mulher, contribua durante ao menos 25 anos com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e tenha uma idade mínima de 65 anos de idade para ter acesso ao benefício.

De acordo com as regras atuais, o trabalhador pode escolher entre a aposentadoria por idade, com limites de 65 anos para homens e 60 para mulheres, ou por tempo de contribuição, fixados em 35 e 30 anos, respectivamente.

No novo modelo, o trabalhador não terá direito à aposentadoria integral mesmo que contribua por 25 anos. Por exemplo, se um trabalhador contribuir com uma média de 2.000 reais durante 25 anos, ele receberá uma aposentadoria de apenas 1.520 reais quando chegar aos 65 anos de idade.

Para ter acesso ao benefício integral da aposentadoria, o trabalhador terá de encarar, segundo a nova proposta, no mínimo 49 anos de trabalho formal. As regras valeriam para homens com menos de 50 anos e mulheres com idade inferior a 45.

No caso dos servidores públicos, será extinta a chamada "integralidade", ou seja, o recebimento da aposentadoria com base no salário integral do servidor. Já os trabalhadores rurais deverão fazer contribuições obrigatórias para a Previdência Social para ter direito à aposentadoria. Hoje os produtores rurais conseguem se aposentar sem contribuir.


Miguel Martins
Carta Capital

Senado decide não acatar liminar do STF e mantém Renan no cargo

Com a presença do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), integrantes da mesa diretora do Senado decidiram no início da tarde desta terça-feira (6) que não acatarão a liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal de afastar o presidente do comando do Senado. Após a reunião, o anúncio é que o Senado irá aguardar a deliberação do plenário da suprema corte.

Fernando Bizerra/Agência Senado
Renan saindo da reunião com integrantes da mesa diretora do Senado

Renan Calheiros criticou a decisão do ministro Marco Aurélio Mello de afastá-lo da presidência a apenas nove dias do fim do ano legislativo. E reforçou que a decisão da Mesa da Casa assegura a independência entre os Poderes.

A decisão da Mesa levou em conta que os efeitos da decisão "impactam gravemente o funcionamento das atividades legislativas em seu esforço para deliberação de propostas urgentes para contornar a grave crise econômica sem precedente que o país enfrenta".

Além disso, evocou o parágrafo 3º do artigo 53 da Constituição, segundo o qual é competência do Senado deliberar sobre a sustação do processo criminal em face de um senador da República.

Cancelamento das sessões

Segundo o G1, os senadores que participaram do encontro com Renan Calheiros o aconselharam a cancelar a sessão de votações desta terça-feira (6) e aguardar a decisão do Supremo sobre o recurso para retomar as votações.

A sessão do Senado já foi cancelada, bem como a sessão conjunta do Congresso Nacional e um tradicional jantar de confraternização natalina da Casa que estava marcado para esta noite na residência oficial do presidente do Senado.

A mesa diretora também decidiu conceder prazo para que Renan apresente defesa, a fim de viabilizar a deliberação da Mesa sobre as providências necessárias ao cumprimento da decisão monocrática em referência.


Segundo a imprensa, desde que saiu a liminar na noite desta segunda-feira (5) um oficial de Justiça tenta, sem sucesso, entregar a notificação de afastamento a Renan Calheiros.

Plenário do STF

Após decidir afastar Renan Calheiros da presidência do Senado, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu submeter a decisão ao plenário do STF.

O caso agora deve ser pautado para a sessão do Supremo desta quarta-feira (7), uma vez que a presidente do STF, Cármen Lúcia, afirmou que, assim que fosse liberado para julgamento, ela pautaria o tema "com urgência".


Vermelho