quarta-feira, 3 de março de 2010

Moradores de Itaim Paulista protestam contra enchentes

Na noite de terça-feira (25 de março) moradores de Vila Curuçá, bairro de Itaim Paulista, realizaram um protesto devido às constantes enchentes que têm ocorrido devido ao transbordamento de um córrego que corta o bairro.

Na avenida Dom João Nery, moradores fizeram uma barricada com pneus e outros objetos para obstruir o trânsito de veículos.

A Polícia Militar foi acionada para desobstruir a pista. Na ação dois ônibus e um caminhão foram incendiados pelos manifestantes. Equipes do corpo de bombeiros estiveram no local e apagaram os incêncios.        

Durante a madrugada ainda havia clima de tensão na região.

Moradores afirmam que a área próxima ao córrego sempre encheu nos períodos de muita chuva, mas nesta temporada de chuvas a situação se agravou, ocorrendo grandes prejuízos e enchentes com maior gravidade que antes.

Não há informações sobre feridos.


Justiça determina retomada da identificação de ossadas encontradas em cemitério paulistano
 
Por determinação da Justiça Federal, os governos estadual e federal deverão retomar os trabalhos de identificação das ossadas encontradas na década de 90 em uma vala do Cemitério de Perus, na zona norte da capital paulista. Os ossos seriam de pessoas desaparecidos no período da ditadura militar (1964-1985).

Os restos mortais estão guardados no Cemitério do Araçá, na região central da cidade.

A decisão, em caráter liminar, é do juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Cível de São Paulo, e atende a pedido feito em novembro do ano passado pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o despacho de Gonçalves, caberá ao governo estadual selecionar, em seis meses, o material a ser encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de DNA.

Pelo governo federal, a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, instituída pela Lei 9140/95, terá de reestruturar, num prazo de 60 dias, uma equipe de especialistas no exame de ossadas, entre eles, legistas, médicos e dentistas, antropólogos, geólogos e arqueólogos. O orçamento anual previsto para a comissão é de R$ 3 milhões.

No despacho, o juiz determinou também que a União contrate um laboratório especializado em exames de DNA. Para Gonçalves, “a honra das pessoas e de suas famílias deve ser preservada”, conforme o Artigo 11 da Convenção Interamericana de Direitos Humanos, de 1969, do qual o Brasil é signatário.

Na ação cível, o MPF solicitou ainda que sejam responsabilizadas as pessoas físicas e jurídicas pela demora na conclusão dos trabalhos de identificação.

Os trabalhos vinham sendo realizados pelas universidades de São Paulo (USP), Federal de Minas Gerais (UFMG) e Estadual de Campinas (Unicamp). Entre os profissionais que participaram dos trabalhos, estão os legistas Fortunato Badan Palhares, da Unicamp, Vânia Aparecida Prado, da UFMG, Daniel Romero Muñoz, do IML/Instituto Oscar Freire/USP, e Celso Perioli e Norma Bonaccorso, da Polícia Científica de São Paulo.


Águas do Tietê começam a baixar

Mesmo com as fortes chuvas dos últimos dias, o nível do rio Tietê está baixando.

Tal situação pode ser facilmente observada pelo estado de sua várzea como na altura da avenida Miguel Badra, em Suzano.

Alguns pontos que estavam submersos já podem ser visto, como a caçamba de entulhos (foto) que estava submesa.
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A área de várzea do rio funciona como um imenso piscinão, armazenando o excesso de água do rio que quando transborda, em períodos de cheia, fica retida, não causando assim nenhum transtorno.

O problema surge quando parte da várzea é ocupada, como ocorre em Suzano e outras cidades,  recebendo aterros e construções, diminuindo assim sua área de estocagem de água e também reduzindo a capacidade de absorção do solo. Como consequência o leito do rio fica sobrecarregado ocorrendo enchentes em áreas residencias em vários pontos de seu curso.

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