Nascido em Salvador, em 1923, Gorender
foi um dos mais importantes historiadores brasileiros; O escravismo
colonial é considerada sua principal obra
Morreu nesta terça-feira (11) aos 90 anos o
historiador marxista Jacob Gorender. Entre as obras mais importantes que
fazem parte da historiografia brasileira estão O escravismo colonial
(1978), Combate nas trevas
(1987) e A escravidão reabilitada
(1990). Em nota, a presidente Dilma Rousseff lametou a morte de
Gorender, a quem chamou de amigo e companheiro. "Não teve medo das
polêmicas intelectuais, assim como não teve medo de defender suas
ideias, mesmo pagando o pior dos preços", afirmou a presidente.
O historiador marxista Jacob Gorender
Nascido em Salvador, em 1923, Gorender foi um
dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu
ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador,
onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.
Gorender foi membro do PCB e, depois do golpe de 1964, fundou com Mário Alves, Apolônio de Carvalho e outros o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Foi preso durante a ditadura militar e, ao deixar a prisão, largou a militância partidária para se dedicar à vida intelectual.
Mais recentemente, segundo informações da Editora Boitempo, ele se dedicava a compreender o Brasil numa perspectiva crítica dos anos Lula.
Leia a íntegra da nota de Dilma
Dilma lamenta morte de Jacob Gorender
Foi com tristeza que recebi a notícia da morte do amigo e companheiro Jacob Gorender. Autor de duas obras clássicas da historiografia brasileira, O Escravismo Colonial e Combate nas Trevas, Gorender foi um pensador do Brasil. Não teve medo das polêmicas intelectuais, assim como não teve medo de defender suas ideias, mesmo pagando o pior dos preços.
Nós nos conhecemos presos no Dops, em São Paulo. Ele estava convalescente de torturas e foi conselheiro importante em um momento crucial na minha vida.
Aos familiares, amigos e admiradores, deixo as minhas condolências e homenagens a este grande brasileiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário