Presidente aproveita discurso em
cerimônia de lançamento do novo marco regulatório da mineração para
elogiar as manifestações pacíficas no País
A presidente Dilma Rousseff aproveitou o discurso em
cerimônia de lançamento do novo marco regulatório da mineração nesta
terça-feira, 18, para elogiar as manifestações pacíficas que tomaram
conta das principais capitais brasileiras nessa segunda-feira, 17. Para
Dilma, o "Brasil hoje acordou mais forte".
"É bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pai, o avô, juntos, com a bandeira do Brasil cantando o hino nacional dizendo com orgulho "sou brasileiro' e defendendo um país melhor. O Brasil tem orgulho deles."
Na avaliação da presidente, deve-se louvar o "caráter pacífico" dos atos dessa segunda, que, segundo ela, evidenciaram o "correto tratamento pela segurança pública" no que diz respeito à forma de lidar com a manifestação popular. "Infelizmente, porém, é verdade, acontecem atos minoritários e isolados de violência contra pessoas, (contra o) patrimônio público e privado, que devemos condenar com vigor", prosseguiu a presidente, sendo novamente interrompida por aplausos.
Para Dilma, "essas vozes das ruas precisam ser ouvidas" e ultrapassam os "mecanismos tradicionais das instituições, dos partidos políticos, das entidades de classe e da própria mídia".
"O Brasil, hoje, acordou mais forte. A grandeza
das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia, a
força da voz da rua, e o civismo da nossa população", discursou a
presidente, sendo interrompida por aplausos da plateia, formada em boa
parte por políticos.
"É bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pai, o avô, juntos, com a bandeira do Brasil cantando o hino nacional dizendo com orgulho "sou brasileiro' e defendendo um país melhor. O Brasil tem orgulho deles."
Na avaliação da presidente, deve-se louvar o "caráter pacífico" dos atos dessa segunda, que, segundo ela, evidenciaram o "correto tratamento pela segurança pública" no que diz respeito à forma de lidar com a manifestação popular. "Infelizmente, porém, é verdade, acontecem atos minoritários e isolados de violência contra pessoas, (contra o) patrimônio público e privado, que devemos condenar com vigor", prosseguiu a presidente, sendo novamente interrompida por aplausos.
Para Dilma, "essas vozes das ruas precisam ser ouvidas" e ultrapassam os "mecanismos tradicionais das instituições, dos partidos políticos, das entidades de classe e da própria mídia".
"Os que foram ontem às ruas deram mensagem
direta ao conjunto da sociedade, sobretudo aos governantes de todas as
instâncias. Essa mensagem é por mais cidadania, melhores escolas,
melhores hospitais, direito a participação. Essa mensagem direta das
ruas mostra a exigência de transporte público de qualidade e a preço
justo, essa mensagem direta das ruas é pelo direito de influir nas
decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário, é de
repudio à corrupção e de uso indevido do dinheiro público", disse a
presidente, interrompida outra vez por aplausos da plateia.
"Essa mensagem comprova o valor intrínseco da
democracia, da participação dos cidadãos em busca de seus direitos, a
minha geração sabe quanto isso nos custou", continuou.
Ao comentar o cartaz de uma manifestante que
dizia "Desculpe o transtorno, estamos mudando o País", Dilma afirmou:
"Quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pelas mudanças,
está empenhado com a transformação social, a começar pela elevação de 40
milhões de pessoas à classe média, com o fim da miséria, o meu governo
quer ampliar o acesso à educação e à saúde, compreende que as exigências
da população mudam". Dilma destacou que o seu governo elevou a renda e o
acesso ao emprego, dando às pessoas mais educação.
"Surgiram cidadãos que querem mais e têm direito a mais,
sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas
quer mais, mais saúde, educação, mais oportunidades, eu quero aqui
garantir que o meu governo também quer mais e que vamos conseguir mais
para o nosso País e para o nosso povo", finalizou o discurso.
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