Exibindo cartazes, ao menos 20 jovens
afirmam que não têm a intenção de sair do local; houve uma tentativa de
ocupação na madrugada, contida por bombas de gás lacrimogêneo
Movimentação em frente ao Palácio dos Bandeirantes após o protesto do Movimento Passe Livre contra o aumento da tarifa
Alguns carros passam buzinando em apoio aos
manifestantes. Eles afirmam que não têm pretensão de ir embora. Durante a
madrugada, o grupo manteve contato com apoiadores por meio das redes
sociais pedindo reforço de gente, água e comida. Por volta das 3h da
manhã, um senhor de, aproximadamente, 50 anos trouxe esfirras para o
grupo.
Segundo os ativistas, ele é pai de uma jovem
que foi presa no ano passado participando de manifestações e agora
responde por formação de quadrilha. "Não estou cansado. Vou participar
da manifestação de hoje na Praça da Sé", afirma o ativista Jonathan
Almeida. "Não é só pelo aumento da tarifa, mas também por melhorias no
transporte, saúde e educação", completa Anderson Rocha, outro
manifestante.
A entrada do Palácio dos Bandeirantes foi pichada e está com cartazes colados. Um deles traz a frase "Não foi o povo que quebrou a viatura", em referência a um carro da polícia parado atrás do portão, com o vidro quebrado.
Manifestações
Uma nova onda de protestos, maior do que as anteriores e com um leque de reivindicações mais amplo, voltou a tomar conta das ruas de importantes cidades
, em diferentes regiões, na segunda.
A maior, em São Paulo, reuniu cerca de 60 mil. Foi a quinta na capital paulista e a primeira sem confrontos com a polícia
. No final da noite desta segunda, um grupo minoritário tentou invadir o
Palácio, mas foi repelido com bombas de gás. Em todo o País, a
estimativa é que 230 mil pessoas foram às ruas protestar
.
As marchas foram caracterizadas sobretudo por expressões de rejeição da política institucional.

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