Professores municipais decidem manter greve até a próxima terça em São Paulo
Decisão foi anunciada pela categoria
após manifestação realizada em frente à prefeitura. Grevistas rejeitaram
proposta da atual gestão e devem se reunir com sindicato
Os servidores da rede municipal de educação de São Paulo
mantêm a greve até, pelo menos, a próxima terça-feira (14). A decisão
foi tomada pela categoria nessa quarta-feira (8) em manifestação
realizada em frente à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá, região
central da capital paulista.
Os professores e funcionários rejeitaram a proposta da
atual gestão e devem se reunir novamente com representantes da
Secretária Municipal de Educação na próxima semana. Segundo o Sindicato
dos Professores em Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), principal
entidade representativa da categoria, 50% das escolas do município estão
total ou parcialmente paralisadas. Futurapress
Ato dos professores municipais em frente à Prefeitura de São Paulo na última sexta-feira, dia 3
Os funcionários da educação
rejeitaram a proposta de um reajuste de 0,82% retroativo a novembro de
2011, que seria pago em duas parcelas. Além disso, o governo teria
retirado do protocolo de negociação um reajuste de 11,46%, disse o
presidente do Sinpeen.
A negociação dos 11,46% (que seriam pagos em três
parcelas de 3,68% em 2014, 2015 e 2016) foi inicialmente recusada pelas
categorias porque, segundo as entidades, estava condicionada à não
reivindicação de reajustes salariais pelos próximos três anos. De acordo
com Fonseca, diante da negativa, o governo apenas se comprometeu a
reabrir o debate da proposta, o que é um regresso na negociação.
Tanto a correção de 0,82% quanto a proposta de 11,46% são
para todo o funcionalismo municipal. O setor de educação já tem,
garantidos por leis, reajustes de 10,19% para 2013 e 13,43% a serem
pagos parcelados entre 2014, 2015 e 2016. No entanto, os dois aumentos
são negociações da gestão passada, do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A
Secretaria de Educação rebate dizendo que é a administração do prefeito
Fernando Haddad (PT) que efetuará o pagamento.
Em 2011, os servidores da educação receberam reajuste
anual de 0,01%, contra uma inflação de 6,55% no período. No ano passado,
quando a inflação medida foi de 4,61%, não houve reajuste, o que é,
inclusive, inconstitucional, segundo o sindicato. A inflação medida até
maio de 2013 - data base para a correção dos salários - é de 5,6%, diz o
Sinpeen.
Estado
A greve dos professores da rede estadual de ensino, que teve início no dia 22 de abril
, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São
Paulo (Apeoesp). Mas a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
garante que as aulas estão ocorrendo normalmente. De acordo com a pasta,
o aumento no número de falta dos professores é menor que 2%.
Em nota, a Secretaria também afirma que há tentativa de
diálogo com o sindicato. Nessa terça-feira (7), a Apeoesp divulgou na
internet um abaixoassinado para solicitar a retomada de negociações com o
governo.
Entre as reivindicações dos professores do Estado estão o
aumento salarial de 36,74% e a implementação de uma lei nacional, que
prevê que 33% da jornada de trabalho dos professores seja destinada à
preparação de aulas e à formação continuada. O governo de São Paulo
propôs reajuste de 8,1% para os professores. No entanto, 6% desse
aumento já estaria previsto pela Lei Nacional do Piso Salarial do
Magistério Público.
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