A República Islâmica do Irã apoia a recente proposta da Rússia e dos EUA para a realização de uma conferência internacional sobre a crise na Síria, de acordo com o chanceler iraniano Ali Akbar Salehi, em entrevista à revista alemã Spiegel, publicada nesta segunda-feira (13). O ministro retomou a relevância do Comunicado de Genebra, documento aprovado em 2012 pelo Conselho de Segurança da ONU que segue a mesma linha da proposta.
Reuters
Chanceler russo Serguei Lavrov e secretário de Estado dos EUA
John Kerry discutiram solução para crise síria, em Moscou, na semana
passada
Na terça-feira (7), o secretário de Estado dos EUA
John Kerry e seu homólogo Serguei Lavrov destacaram, em um encontro em
Moscou, a necessidade de encontrar uma solução pacífica à crise em que a
Síria está imersa. Durante o encontro, as duas partes concordaram em
celebrar, no final de maio, uma conferência sobre a Síria, baseada no
desenvolvimento do Comunicado de Genebra.
Chanceler russo Serguei Lavrov e secretário de Estado dos EUA
John Kerry discutiram solução para crise síria, em Moscou, na semana
passadaO documento foi elaborado no encontro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e de alguns países vizinhos com a Síria, que decorreu em 30 de junho em Genebra.
O comunicado propõe, em particular, a formação de um governo sírio provisório, com a participação de todas as partes envolvidas no conflito e a introdução de emendas na Constituição, através do diálogo nacional, como já proposto diversas vezes pelo governo de Assad.
O chefe da diplomacia persa disse que o Irã ainda não recebeu um convite para a conferência proposta na semana passada. Ainda assim, Salehi disse que quando as autoridades iranianas forem comunicadas, certamente assistirão à reunião.
Nesta mesma linha, Salehi ressaltou que o Irã é um dos países mais importantes na região e poderia facilitar o desenvolvimento das negociações entre o governo sírio e os opositores.
Não obstante, para a República Islâmica, afirma o ministro, “é essencial que não se planteie a pré-condição dos insurgentes sírios, de que o governo legítimo do presidente Bashar al-Assad se demita”.
Salehi disse também que a única solução para colocar fim ao conflito na Síria é um diálogo nacional pacífico, proposta que o governo de Assad vem fazendo reiteradas vezes e cujos esforços já iniciou, com o grupo de oposição que participa do governo.
Em alusão às relações bilaterais entre o Irã e o Egito, Salehi explicou que Teerã colabora diretamente com o Cairo no assunto sírio, pois ambos os países concordam em três princípios: a ingerência estrangeira na crise interna do país árabe é uma profunda linha vermelha; é importante garantir a independência e união dos territórios sírios; é necessária a formação de um governo de transição que inclua o atual governo e os grupos opositores.
Finalmente, Salehi condena o uso de armas químicas por parte dos grupos armados que qualifica de terroristas na Síria, e confirma que a República Islâmica reprova qualquer ato violento contra o povo e o governo sírios.
Com agências,
da redação do Vermelho

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