quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Obras de combate às enchentes estão atrasadas

 A temporada das chuvas se aproxima e o fantasma das enchentes continua rondando as cidades do Alto-Tietê.

O professor Darcio Vasques diante do principal local de represamento das águas do Córrego Itaim, que corta o centro da cidade de Poá: “As principais obras ainda não começaram”


A situação delicada atinge praticamente todas as cidades que fazem parte da bacia hidrográfica do Alto Tietê, mas em algumas como Salesópolis, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá e bairros da zona leste de São Paulo são os locais onde a situação se torna crítica.
 

O Rio Tietê possui solo pouco poroso e baixa capacidade de retenção, sofre intenso processo de urbanização ocorrendo o aumento do volume de água e diminuição da recomposição dos lençóis freáticos, intensa degradação das águas com a redução de suas várzea por aterros e ocupações irregulares reduzem sua capacidade de escoamento ao mesmo tempo que aumenta o volume de água  em sua calha, ocasionando as enchentes.
 

Em 1991 o governo de São Paulo implantou o Projeto Tietê, destinado a despolir o rio, mas a situação pouco se alterou até hoje.
 

O DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica é quem gerencia os programas de combate às enchentes, mas à cada ano mais recursos são gastos e os prejuízos vão se tornando maiores.
 

Na região leste da capital, os bairros do Pantanal e Jardim Romano ficaram por meses inundados pelas águas poluídas do Rio Tietê pois suas águas não baixavam. A situação deve se repetir nesta temporada.
 

Problemas também ocorrem nos afluentes como em Poá que tem sua área central cortada pelo córrego Itaim que ao longo do tempo teve suas margens canalizadas e seu leito rodeado por construções, formando um funil que dificulta a passagem das águas, retendo parte delas ocasionando as  enchentes.
 

Mesmo a prefeitura de Poá tendo divulgado a liberação de R$ 40 milhões pelo Governo Federal, verba proveniente do PAC-2, feito em novembro do ano passado, nenhuma obra ainda teve início. Para o professorde geografia  Darcio Vasques, morador de Poá: “Vemos que recursos financeiros para resolver o problema não faltam, mas parece que faltam capacidade técnica e poder de decisão”.

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