LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, reeleito com ampla vantagem nas eleições gerais de domingo, anunciou a vitória e prometeu acelerar as mudanças no país graças à maioria absoluta obtida no Parlamento.
Morales, da sacada do Palácio Presidencial e diante de uma multidão animada, declarou que o resultado eleitoral aponta a "enorme responsabilidade de aprofundar e acelerar este processo de mudança", como ele chama a política de se governo de teor indígena e estatal.
Para o presidente, que venceu as eleições com 63% dos votos segundo ele mesmo, os dois terços obtidos no Congresso serão o caminho para aprofundar as mudanças.
"Agora sim temos o caminho aberto, nos entendendo como bolivianos, o caminho aberto para aplicar a Constituição aprovada em janeiro", acrescentou.
Morales também convidou a oposição a unir-se ao projeto do governista Movimento ao Socialismo (MAS).
"A alguns cívicos, regiões, a suas autoridades, que venham trabalhar comigo pelo povo boliviano, primeiro está a Bolívia", afirmou o presidente, que terá mandato até 2015.
Ao mesmo tempo, deixou claro que a coordenação que imagina tem como base seu plano de governo. "Temos a obrigação de cumprir um programa de governo que dá muita esperança ao povo boliviano", insistiu.
Durante o discurso, Morales foi interrompido várias vezes pelos simpatizantes. Ao concluir a fala de 30 minutos, Morales gritou aos presentes: "pátria ou morte", recebendo como resposta "venceremos".
Oposição
O candidato do PPB-CN, segundo nas votações, mas a quase 40 pontos de Morales segundo as pesquisas, prometeu que seu partido será "a trincheira do equilibro da democracia", e assegurou que os deputados de seu partido serão uma "oposição construtiva".
"Vamos continuar lutando pela democracia, pelo país, e por todos os que apostaram por isso", acrescentou Reyes Villa.
Ele atribuiu o resultado adverso à continuidade da polarização política e à fragmentação de uma oposição que não entendeu a necessidade de unidade, e que sobressaiu os interesses pessoais perante o interesse do país.
O terceiro na corrida eleitoral, o candidato de União Nacional (UN), o empresário Samuel Doria Medina, reconheceu a derrota em entrevista coletiva em seu quartel-general em La Paz.
"Há uma ideia clara com os primeiros resultados: a Bolívia decidiu dar uma nova oportunidade a Evo Morales", disse o candidato da UN, por sua vez lembrando que os problemas denunciados por seu partido, como a falta de emprego ou o aumento da produção de folha de coca, "podem se agravar".
"Vamos ter uma bancada parlamentar com representantes de todos os departamentos (estados). Somos a terceira força, moderada, que é o que o país necessita", assegurou Doria Medina.
O candidato da Aliança Social (AS), o quíchua René Joaquino, admitiu à rede "Unitel" de Potosí (sudoeste) que "esperava muito mais", mas se mostrou muito contente das porcentagens obtidas.
AFP
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