As chuvas que ocorreram em São Paulo que duraram oito dias causaram muitos prejuízos e cerca de 22 mortes ocasionadas por deslizamentos e afogamentos.Apesar de não ter sido registrado excesso de chuvas para esta época do ano, a cidade de São Paulo e várias outras apresentaram não estarem preparadas para essas situações chuvosas.
Na região do Alto Tietê também ocorreram alagamentos em várias cidades, sendo que em Itaquaquecetuba uma pessoa morreu soterrada.
Estradas foram interrompidas, casas desabaram ou estão em situação de risco e muitos prejuízos.
As enchentes ocorreram nos locais comumente castigados, e também em locais aonde não havia enchentes como na parte de Vila Varela, em Poá, próximo à construção da ligação desta cidade com a rodovia Ayrton Senna (Rodovia Padre eustáquio).
A cidade de São Paulo foi severamente castigada por possuir um sistema insuficiente para a captação e condução das águas, tendo problemas de limpezas de bueiros e um problema técnico na bomba da barragem elevatória de Traição, responsável pelo controle de fluxo do Rio Pinheiros.
O sistema de canalização do Rio Tietê se mostrou insuficiente, apesar dos grandes recursos utilizados pelo governo paulista.
O problema das enchentes tem se agravado ano após ano. Segundo especialistas o modelo adotado pela sociedade e estimulado pelos sucessivos governos municipais e estadual, estimula a especulação imobiliária e permite que áreas de várzea sejam ocupadas e também a retificação dos rios que diminuem sua capacidade de estocagem de água. Há o grave problema do assoreamento dos rios e córregos e o aumento da quantidade de águas motivada pela diminuição da capacidade de absorção pelo solo devido à sua imperme-abilização.
Outro fator é que a quantidade de chuvas são maiores nas regiões urbanizadas.
Argumentam ainda os especialistas que o modelo de ocupação do solo deve ser alterado de modo a estimular a criação de jardins e áreas verdes, controlar o adensamento populacional, respeitar as margens dos rios como áreas de várzea, assim como estimular economicamente os proprietários para manterem áreas verdes, através de descontos no IPTU, e também impedir através de fiscalização permanente a ocupação de rios e áreas de potencial de risco.
Fotos: Vista da Marginal Tietê durante as últimas enchentes
Fotos de: Janaina Chiuratto e JB Neto / AE


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